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segunda-feira, 15 de outubro de 2012

DIA DOS PROFESSORES


Em certa localidade pequena foi selecionado um grupo de crianças para participarem de um estudo científico. O estudo consistia em saber que rumo elas dariam as suas vidas e quais as influências sofridas ao longo dos anos.
Os anos se passaram mas aquelas crianças não foram perdidas de vista e chegando o tempo de conclusão da pesquisas elas foram trazidas aos avaliadores que descobriam que cada uma dela tinha tomado rumos diferentes.
Alguns tinham se desencaminhado e outros tinham construído algo positivo de suas vidas. A todos foram feitas inúmeras perguntas, e as respostas foram diversas. Mas quando perguntaram quais as influências que os levaram a tomar aquela direção em suas vidas; entre aqueles que estavam com suas vidas estabilizadas, a resposta foi única: “HAVIA UMA PROFESSORA”.
Professores, mestres, mentores, são dons divinos dados aos homens. Sua função vai além de fornecer informações, são educadores, formadores de carácteres. São como bússola que apontam o norte a seguir. E o que seríamos sem eles?
Todo o caminho que trilhamos foi calçado por eles, que como hábeis arquitetos e construtores nos construíram, não somente estradas, mas também pontes e viadutos.
Ao olharmos para traz é impossível não vê-los e ao olharmos para frente ainda assim haveremos que encontra-los.
Então aos Pedros, Ladis, Márcias, Reginas, e tantos outros nomes que tiveram, nossa mais eterna gratidão.
E a você que é uma professor (a), nosso estímulo. Seu sacerdócio é universal, mas que universal ele é divino. São pais, amigos e companheiros.
Prossigam com coragem, porque um dia receberão o mais cobiçados dos galardões: “"...e aqueles que conduzem muitos à justiça serão como as estrelas, para todo o sempre. (Daniel 12:3.)

terça-feira, 20 de março de 2012

A CRISE NEOPENTECOSTAL!


Estamos vivendo uma forte crise no Neopentecostalismo brasileiro. Uma crise de poderá ter diversas consequências. Poderá servir para separar o joio do trigo, bem como para colocar, no mesmo cesto, todos os cristãos desacreditando-os perante a opinião publica. E vários são os fatores que contribuíram para que tudo chegasse onde está.
Em primeiro lugar, a crise se deve ao fato desse segmento ser NEO! Suas jovens estruturas não aguentaram o peso desordenado e ambicioso de seu crescimento. Eles julgaram-se mais competentes que as igrejas tradicionais, e, em sua juventude desprezaram a experiência dos movimentos mais antigos e resolveram inovar. Suas inovações os levaram a muitos resultados, porém não àqueles esperados de uma verdadeira igreja de Cristo. Eles construíram uma casa sobre a areia; edificaram sem alicerces sólidos. Esse movimento se estabeleceu e desenvolveu desprezando os mais sagrados pilares da fé cristã.
Seu segundo erro foi se afastar da sã doutrina e se enveredar pelo caminho das novas teologias americanas. Para aqueles que ainda acreditam que tudo que vem do Norte é benção, quero lembra-los de um antigo livro cujo título era: “os demônios descem do Norte”. Ele trata do surgimento das seitas falsas no mundo moderno, mostrando que todas elas surgiram na América do Norte e depois chegaram à América Latina. A teologia da prosperidade, que se tornou a base para o Neopentecostalismo, prosperou graças a um país assolado pela hiperinflação, desemprego, miséria e outros males sociais. Seu apelo atingiu multidões e com isso inflamou o crescimento do Neopentecostalismo brasileiro. Essas igrejas não tem nenhum compromisso com a veracidade das Escrituras, seu compromisso é com seus ideais e ideias. Para alcançar seus objetivos adulteram a Palavra fiel e verdadeira. Além disso, passaram a usar o lugar da Palavra de Deus. Suas ordenanças e mandamentos são considerados de igual autoridade que a Bíblia.
Isso nos leva ao terceiro motivo da atual crise neopentecostal; a igreja se corrompeu com o materialismo e naturalismo desse mundo. A igreja foi designada para proclamar o reino de Deus e ao contrário disso passou a pregar somente o reino da terra. Em seu bojo veio o despertar de pecados que ela mesma devia combater. Pecados como a ganância, o orgulho pessoal, a busca dos prazeres, a soberba, o amor ao dinheiro e até mesmo a idolatria, que deveriam ser combatidos pela igreja, mas que passaram a ser o foco de sua mensagem.
A teologia da prosperidade prega o amor ao dinheiro, o apego às coisas materiais. Isso leva o indivíduo amar mais a benção que Aquele que abençoa. O dinheiro passou a ser o deus que resolve todos os problemas humanos. Ter ou possuir tornou-se mais importante que ser. As pessoas vendem sua própria alma, personalidade e caráter, simplesmente para possuir bens materiais. A fé e a espiritualidade passaram a ser confundidos com o conquistar bens terrenos. Os considerados mais espirituais, possuidores de uma fé mais profunda, são o que conquistam e possuem. Saímos de uma teologia da pobreza para uma teologia da prosperidade em poucos anos. De uma tese para uma antítese que deve gerar uma síntese como afirmava Hegel. Portanto a palavra chave para o próximo movimento teológico deverá ser “equilíbrio”, se Deus quiser!
A corrupção desse segmento cristão é tanto que os aliados se tornaram inimigos. Corromperam-se a tal ponto que passaram a disputar suas conquistas como os impérios faziam no passado. As instituições se tornaram mais importantes que a alma humana, que sempre foi o alvo prioritário da mensagem do Evangelho.
Outro motivo extremamente importante e que precisa ser colocado, é a transferência da fé em Deus. Como aconteceu com Israel no passado, e com a Igreja Cristã na Idade Média, quando abraçou a idolatria, acontece novamente e justamente dentro de um movimento oriundo da Reforma Protestante, que tanto lutou contra tudo isso. A idolatria é nada mais do que a transferência da fé em Deus, para um ídolo.  O movimento neopentecostal faz a mesma coisa quando transfere a fé das pessoas para objetos como: sal grosso, rosa ungida, copo de água ungido, dinheiro, etc. Isso porque é mais fácil acreditar no que é palpável do quem em um Deus invisível. Porém, tal prática é idolátrica. A fé cristã é em Deus e não em objetos ou pessoas!
Não podemos afirmar com exatidão os males que estão por vir e muito menos as consequências disso para o povo de Deus, mas sabemos que são sinais cada vez mais claros de que a Palavra de Deus é verdadeira e continua se cumprindo integralmente.

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


                                   EXALANDO O PERFUME DE CRISTO

Jo.12.1-8

Vivemos nos chamados últimos dias. Talvez até mesmo na última hora. E carecemos de uma igreja mais atuante. Uma igreja que motive as gerações futuras seja seu referencial. Há um mundo inteiro para ser evangelizado e alcançado para Cristo.

Satanás, nosso adversário, sabe da importância do ser humano no plano de salvação, e, em função disso, tenta destruir o ser humano, com degradação, drogas, sexo, dinheiro, orgulho e a ganância.

Precisamos de homens como no passado. Avivados, comprometidos e cheios do Espírito Santo, como foram: Wesley, Moody, Finney, Spurgeon.

Quando o Senhor Jesus foi ungido por Maria, ela usou para isso uma libra de um raro nardo. Um perfume nobre, especial, porém guardado em um frasco que era conhecido como alabastro.

O alabastro era um recipiente feito de ingredientes minerais, tinha o formato de uma pera. Não possuía tampa, era totalmente fechado e, portanto, aberto somente em ocasiões especiais.

Este recipiente não possuía beleza estética. Sua composição não imitava os fracos exóticos e belos que os designers atuais produzem em suas pranchetas.
O ser humano é, exteriormente, algo parecido com o alabastro. Seu exterior está deteriorado pelo pecado. Sua dignidade, honra, verdade, vida, foram contaminadas pelo pecado desde o Éden. Ele foi transformado em algo de pouco valor externo. A falta de beleza no alabastro nos fala da natureza pecaminosa do homem; da falta de beleza em sua humanidade.

O homem se tornou em um ser capaz de destruir a si e ao seu próximo, mentindo, matando, agredindo de inúmeras maneiras. 

Mas dentro do homem, há algo de muito valor – nardo puro – sua alma, que é imortal. Para que tal perfume seja utilizado é necessária uma única coisa: o fraco precisa ser quebrado. Não existia outra forma de usar o nardo sem que se quebrasse o alabastro. Isso significa: quebrantamento, humilhação. Alguns homens de Deus passaram por esse processo: 
  • Moisés era um homem impetuoso, mas depois de seu encontro com Deus,  tornou-se manso; qual o resultado: vê o Senhor cara a cara, seu rosto brilha; conduz o povo até o destino esperado. MOISÉS FOI LEVADO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.
  • Elias. Este nós vemos fugindo de uma mulher, com medo da morte, mas é renovado por Deus. ELIAS FOI LEVADO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.
  • Paulo que se tornou um perseguidor da Igreja, é chamado no caminho de Damasco e depois é LEVADO AO DESERTO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.

Todos eles passaram pelo processo de quebrantamento espiritual para que o nardo precioso pudesse ser usado.

Esse unguento era produzido de uma planta originária do norte da Índia. Maria conseguir poupar dinheiro suficiente para comprar um libra de bálsamo de nardo, que custava o equivalente ao salário anual de um lavrador (1 denário era o salário de um dia; 300 denários, de trezentos dias).

A primeira lição que enxergamos aqui é sobre o valor da alma humana. É incalculável. O preço não é outro senão o sangue precioso de Cristo. Jesus pagou esse preço altíssimo pela alma humana. Mesmo o mais miserável pecador tem dentro de si esse valor inestimavel, que motivou Jesus a dar sua vida por ele.

A segunda lição é que uma vez que o alabastro era quebrado não tinha como fechá-lo mais. Era necessário usar todo o seu conteúdo. Vejamos como isso se deu com o caso de Maria.

Maria derramou o bálsamo todo. Ela não ofereceu uma parte para ficar com o resto, como fez Ananias e Safira (At.5.2). Deus requer tudo ou nada (Mt.6.24; Rm.6.34; Gl.2.20). O ato de Maria é um exemplo de rendição de vida ao Senhor, que com preço incalculável nos comprou.

O texto diz: “...encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo” (v.3). Toda entrega parte de um coração que reage diante do amor divino, de modo que não pode ser contida. Uma vez expressa, ocorre o que Paulo disse: “...por nós manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (2Co.2.15).

No plano de Deus, o deformado homem, pode ser quebrantado e exalar um perfume sem igual que alcance a vida de muitos.

Meu pai foi por muitos anos, um homem voltado à magia negra. Mas um dia ele ouviu o chamado de Cristo, entregou-se a Ele e foi transformado pelo poder do Evangelho. Sabe o que isso resultou? Minha família foi ensinada no temor do Senhor. Eu mesmo poderia ser um bruxo hoje, mas sou um pregador da Palavra, graças ao perfume exalado da vida dele que me alcançou.

Deus está precisando de homens que exalem o Seu perfume para esse mundo perdido. O que temos exalado? Que odor tem saído de nossas vidas como filhos de Deus?
Que temos feito para ganhar o mundo para Cristo? Que temos feito pelos nossos entes queridos? Vizinhos? Amigos? Qual tem sido o cheiro que temos exalado?
Espero e oro para que você possa ser, nessa noite, quebrantado e possa exalar o perfume de Cristo que está dentro de você.

Nenhum ser humano é capaz de medir o que Deus pode fazer através de sua vida. Mas Ele pode fazer.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


A FAMÍLIA DE JESUS

Mt.1.1-17

Essa pequena reflexão é fruto de um sermão que foi fruto de uma grande reflexão.
Quando olhamos para esse texto, na verdade quase nunca nos chama a atenção ou nos atrai de alguma forma. Mas descobri algumas coisas importantes nele e quero compartilhar com meus leitores. Até porque esse relato não estaria aqui se não fosse importante. Que importância seria essa? Qual a importância da genealogia de Jesus descrita por Mateus? Vejamos:

1)    Mostrar a importância da família.
  •  Deus começa o mundo com uma família. Criou Adão e Eva e os juntou em família para que pudesse multiplicar.
  • Deus, quando resolveu constituiu um povo para si, o fez a partir de uma família, a família de Abraão.


Temos dois nomes importantes nessa genealogia: Davi e Abraão.  Abraão está neste primeiro versículo para provar que Jesus é verdadeiramente um judeu. Pertence ao povo de Deus. O nome de Davi consta para provar sua linhagem real. Isso mostra que todos descendemos de alguém. Alguém que nos dá forma humana, nos faz gente, nos dá cidadania, nos acultura. Nossa identidade está ligada à nossa família. Então ela é talvez o elemento mais vital em nossa existência em sociedade. Nossa base, nosso porto seguro, nosso referencial de vida. Muitos desprezam sua família sem entender sua real importância em nossas vidas.
Jesus aqui nos dá o exemplo de que sua família era importante pra Ele, tanto que conduz Mateus a registrá-la. Quer exibi-la, mostra-la, pois orgulha-se de possuir uma.

2)    Mostrar a universalidade de Deus.

Vamos perceber que a família de Jesus não é composta somente de judeus. Pelo contrário ao longo dos séculos foram sendo incluídos outros povos. Vejamos que Tamar e Raabe eram Cananita. Rute era Moabita e Bate Seba era Hitita. Essa participação, que poderia ser considera impura, nos mostra a universalidade de Deus. Desde o Antigo Testamento Deus vem se mostrando um Deus universal. Ele não faz acepção de pessoas, raças, culturas. Tanto é que Jesus morreu por todos os povos, bem como também nos enviou a pregar a todas as pessoas. Não podemos fazer discriminação de espécie alguma. Os judeus sempre consideram Deus como sendo uma propriedade particular deles. Nós também as vezes consideramos que Deus é somente nosso para os integrantes de nosso credo. Então uma péssima noticia para os que assim pensam: DEUS É UNIVERSAL! Ele sempre se interessou por todas a nações. Quantas vezes enviou mensagens proféticas a tantas nações, procurando corrigir seus erros, da mesma forma que fazia com Israel.
   
3)    Mostrar a inclusão dos excluídos.

Existem cinco nomes que não deveriam estar incluídos na lista de parentes – Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria, pelo fato de serem mulheres. Na lista deveriam constar só os homens, pois as mulheres não eram contadas, faziam parte dos excluídos da época. Mas elas aparecem aqui para também mostrar que Deus incluiu em sua lista de ascendentes também as pessoas que eram excluídas, que não tinham valor social ou que não eram consideradas importantes.
Na família de Jesus são incluídos tantos outros  que seriam reprovados, ou ocultados por nós. Deus incluiu Abraão quando ainda era idólatra, Jacó em vez de Esaú, Davi em vez de Saul, Salomão em vez de seus irmãos. 
E o que dizer do grupo daqueles que se tornaram discípulos de Cristo? Jesus incluiu eu seu grupo a Tomé o incrédulo, Simão o zelote, Mateus o publicano. Incluiu a Paulo o perseguidor da Igreja. Incluiu em seu grupo de discípulos Maria Madalena, a mulher adúltera, a mulher pecadora que ungiu os seus pés, a samaritana do poço de Jacó, as criancinhas que vieram a Ele, os leprosos considerados imundos, a mulher do fluxo de sangue, o centurião romano, Jairo um presidente de sinagoga judaica, Nicodemos que pertencia ao Sinédrio e um malfeitor crucificado. Mais do que isso, Deus incluiu a mim e a você.

4)    Mostrar a graça de Deus.

Mas é preciso observar que essas mulheres mencionadas na genealogia não eram santas, virtuosas, ilustres na memória do povo. Ao contrário era mal afamadas. Vejamos seus históricos:
a)     Tamar. Finge de prostituta e engana o próprio sogro, engravidando dele.
b)     Raabe. Era a prostituta que esconde os espias hebreus e tem sua família salva da destruição de Jericó.
c)  Rute. Era descendente de Moabe, que por sua vez era nascido de uma relação incestuosa de Ló com sua filha. Ela era idólatra.
d)    Bate-Seba. É a mulher com quem Davi comete adultério e por quem ordena a morte de Urias
e)   Maria. A Noiva de José que fica grávida, antes do casamento, ficando assim exposta à morte e para piorar a situação o bebê nem era do seu noivo.
 Essas mulheres aqui apresentadas nos leva a entender mais a graça de Deus. E a graça de Deus é demonstrada aqui em dois grandes aspectos:
  1.  Jesus não se envergonha de seus ascendentes. Faz questão de relaciona-los como seus pais. Raabe inclusive é relacionada na galeria dos heróis da fé. Ele não se envergonha do passado deles, porque sabe que todos têm passado, mas que podem ter presente e futuro totalmente diferentes. Moisés é o grande exemplo do Velho Testamento juntamente com Davi. Paulo é o do Novo Testamento, e Agostinho é da história da Igreja Medieval. Todos venceram seus passados ruins e construíram futuros grandiosos.
  2. Jesus perdoa seus ascendentes. Ao destaca-los em sua genealogia, mostra que os havia perdoado. Jesus dá mais valor ao perdão que ao pecado, diferentes de nós que valorizamos mais o pecado que o perdão. Em nossa teologia o pecado é mais forte que o perdão, suas conseqüências mais arrasadora que o poder purificador do sangue de Cristo. Aliás, em nossa teologia, existem pecados que o sangue de Cristo não perdoa, somente a nossa penitência. Na Bíblia o perdão supera o pecado, retira sua mancha, desfaz suas conseqüências (a morte), restaura a comunhão.
Se existe uma coisa importante para terminarmos essa reflexão é: Fazemos parte dessa família! Pode não ser uma família perfeita, seus integrantes podem não ser os mais ilustres e afamados; mas receberam o direito de serem chamados "filhos de Deus".

sábado, 29 de janeiro de 2011

Espinho na carne



“...FOI ME DADO UM ESPINHO NA CARNE...” (2Co.12.7-10)
Encontramos nesse texto mais uma das confissões do apóstolo Paulo acerca da sua fraqueza humana. Ele trata desse tema também na carta aos Romanos, no capítulo 7, onde relata sua luta contra a natureza decaída; o que o faz sem medo da exposição de sua pessoa ou imagem pública.
Aqui, na carta à igreja em Corinto, ele fala de um “espinho na carne” que o atormentava e o deixava extremamente enfraquecido. Embora não saibamos exatamente o que era esse tal “espinho na carne”, aprendemos mesmo assim, com o relato dessa experiência, um pouco mais sobre nossas próprias vidas e também sobre a pessoa de Deus.
O espinho na carne era uma ação divina. O apóstolo é bem claro que afirmar que o tal “espinho”, não era algo que ele havia adquirido pelas suas próprias ações; era algo que o próprio Deus havia colocado em sua vida. O espinho na carne era um método divino para manter o apóstolo na condição que Deus queria. O propósito de Deus em conceder ou permitir ao apóstolo viver essa experiência ou situação de vida era de mantê-lo:
1)      Humilde. Essas revelações poderiam levar Paulo a acreditar que era um super apóstolo, acima dos demais, tornando-o um homem orgulhoso, achando que tais revelações o colocavam num patamar superior aos demais apóstolos. A experiência de nossos dias prova a veracidade dessa afirmação. Quantos hoje por terem dons dos quais não são proprietários, mas que lhe foram concedidos pelo Espírito Santo, e nem estão ligados à sua espiritualidade, se arrogam serem melhores do que seus irmãos. Colocam-se numa condição superior aos demais. Deveriam tais homens serem mais humildes que os demais, sabendo que tais dádivas são divinas e que delas não somos merecedores.
2)      Dependente.  Também estava nesse propósito, manter o apóstolo Paulo sempre dependente de Deus. Paulo deveria ter sempre em mente que quando fosse assaltado por esse “espinho” deveria aprender a depender inteiramente da graça de Deus, para suportar e sair vencedor. Nem tudo na vida pode ser eliminado. Esse espinho na carne era algo do qual o apóstolo não poderia se livrar, mesmo tendo suplicado por isso por três ocasiões. Fazia parte do plano de Deus. Muitas vezes tais “espinhos” vêem sobre nós com o intuito de nos manter dependentes de Deus. Em meio a tantas revelações Paulo poderia achar que era tão especial que venceria qualquer coisa, porém aí estava uma situação que não podia sequer controlar, quanto mais se livrar dela.
3)      Fraco. Outro objetivo do “espinho” era não deixá-lo perder de vista sua condição de pecador e como tal, fraco. Um dos maiores perigos da vida cristã é quando nos sentimos fortes. Nossa pseudo-força pode nos levar a queda repentina. Uma vez que fora escolhido para receber tantas coisas extraordinárias e maravilhosas da parte de Deus, Paulo poderia também cair nessa tentação de se sentir um homem forte. Esse “mensageiro de Satanás” não deixava que ele esquecesse que era um mero pecador e, portanto, fraco para vencer sem a dependência de Deus. O que aprendemos com isso é que Deus em sua soberania usa as diversas experiências humanas para o nosso próprio bem, independente se tais experiências são boas ou ruins em nosso ponto de vista.
O espinho na carne é um canal para a bênção de Deus. Essa é uma frase bem fora do contexto da teologia da prosperidade, portanto pode ser chocante para muitos, mas é uma realidade nesse episódio bíblico na vida do apóstolo. Ao orar em três ocasiões diferentes para ficar livre dessa situação desconfortável e talvez embaraçosa para o apóstolo, Paulo recebeu como resposta um: ESPERE. Deus não garante livrá-lo dessa situação, por mais que insistisse com Ele. Pelo contrário Deus afirma que tal circunstância era a maneira de Deus o abençoar – “...meu poder se aperfeiçoa na fraqueza”. A conclusão a que o apóstolo chega está na suas próprias palavras: “...quando sou fraco é que sou forte”. A maneira de encontrar força era sendo fraco diante de Deus.
Em tempos onde ouvimos de maneira insistente que Deus deve nos livrar de todas as situações ruins, porque somos seus filhos, encontramos essa pérola no Novo Testamento, que nos faz cônscios de que nem sempre as coisas acontecem assim. Deus não vai se moldar à nossa teologia. Nossa teologia é que tem se moldar à Sua Palavra.