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quinta-feira, 29 de dezembro de 2011


                                   EXALANDO O PERFUME DE CRISTO

Jo.12.1-8

Vivemos nos chamados últimos dias. Talvez até mesmo na última hora. E carecemos de uma igreja mais atuante. Uma igreja que motive as gerações futuras seja seu referencial. Há um mundo inteiro para ser evangelizado e alcançado para Cristo.

Satanás, nosso adversário, sabe da importância do ser humano no plano de salvação, e, em função disso, tenta destruir o ser humano, com degradação, drogas, sexo, dinheiro, orgulho e a ganância.

Precisamos de homens como no passado. Avivados, comprometidos e cheios do Espírito Santo, como foram: Wesley, Moody, Finney, Spurgeon.

Quando o Senhor Jesus foi ungido por Maria, ela usou para isso uma libra de um raro nardo. Um perfume nobre, especial, porém guardado em um frasco que era conhecido como alabastro.

O alabastro era um recipiente feito de ingredientes minerais, tinha o formato de uma pera. Não possuía tampa, era totalmente fechado e, portanto, aberto somente em ocasiões especiais.

Este recipiente não possuía beleza estética. Sua composição não imitava os fracos exóticos e belos que os designers atuais produzem em suas pranchetas.
O ser humano é, exteriormente, algo parecido com o alabastro. Seu exterior está deteriorado pelo pecado. Sua dignidade, honra, verdade, vida, foram contaminadas pelo pecado desde o Éden. Ele foi transformado em algo de pouco valor externo. A falta de beleza no alabastro nos fala da natureza pecaminosa do homem; da falta de beleza em sua humanidade.

O homem se tornou em um ser capaz de destruir a si e ao seu próximo, mentindo, matando, agredindo de inúmeras maneiras. 

Mas dentro do homem, há algo de muito valor – nardo puro – sua alma, que é imortal. Para que tal perfume seja utilizado é necessária uma única coisa: o fraco precisa ser quebrado. Não existia outra forma de usar o nardo sem que se quebrasse o alabastro. Isso significa: quebrantamento, humilhação. Alguns homens de Deus passaram por esse processo: 
  • Moisés era um homem impetuoso, mas depois de seu encontro com Deus,  tornou-se manso; qual o resultado: vê o Senhor cara a cara, seu rosto brilha; conduz o povo até o destino esperado. MOISÉS FOI LEVADO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.
  • Elias. Este nós vemos fugindo de uma mulher, com medo da morte, mas é renovado por Deus. ELIAS FOI LEVADO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.
  • Paulo que se tornou um perseguidor da Igreja, é chamado no caminho de Damasco e depois é LEVADO AO DESERTO AO DESERTO PARA SER QUEBRANTADO.

Todos eles passaram pelo processo de quebrantamento espiritual para que o nardo precioso pudesse ser usado.

Esse unguento era produzido de uma planta originária do norte da Índia. Maria conseguir poupar dinheiro suficiente para comprar um libra de bálsamo de nardo, que custava o equivalente ao salário anual de um lavrador (1 denário era o salário de um dia; 300 denários, de trezentos dias).

A primeira lição que enxergamos aqui é sobre o valor da alma humana. É incalculável. O preço não é outro senão o sangue precioso de Cristo. Jesus pagou esse preço altíssimo pela alma humana. Mesmo o mais miserável pecador tem dentro de si esse valor inestimavel, que motivou Jesus a dar sua vida por ele.

A segunda lição é que uma vez que o alabastro era quebrado não tinha como fechá-lo mais. Era necessário usar todo o seu conteúdo. Vejamos como isso se deu com o caso de Maria.

Maria derramou o bálsamo todo. Ela não ofereceu uma parte para ficar com o resto, como fez Ananias e Safira (At.5.2). Deus requer tudo ou nada (Mt.6.24; Rm.6.34; Gl.2.20). O ato de Maria é um exemplo de rendição de vida ao Senhor, que com preço incalculável nos comprou.

O texto diz: “...encheu-se toda a casa com o perfume do bálsamo” (v.3). Toda entrega parte de um coração que reage diante do amor divino, de modo que não pode ser contida. Uma vez expressa, ocorre o que Paulo disse: “...por nós manifesta em todo lugar a fragrância do seu conhecimento” (2Co.2.15).

No plano de Deus, o deformado homem, pode ser quebrantado e exalar um perfume sem igual que alcance a vida de muitos.

Meu pai foi por muitos anos, um homem voltado à magia negra. Mas um dia ele ouviu o chamado de Cristo, entregou-se a Ele e foi transformado pelo poder do Evangelho. Sabe o que isso resultou? Minha família foi ensinada no temor do Senhor. Eu mesmo poderia ser um bruxo hoje, mas sou um pregador da Palavra, graças ao perfume exalado da vida dele que me alcançou.

Deus está precisando de homens que exalem o Seu perfume para esse mundo perdido. O que temos exalado? Que odor tem saído de nossas vidas como filhos de Deus?
Que temos feito para ganhar o mundo para Cristo? Que temos feito pelos nossos entes queridos? Vizinhos? Amigos? Qual tem sido o cheiro que temos exalado?
Espero e oro para que você possa ser, nessa noite, quebrantado e possa exalar o perfume de Cristo que está dentro de você.

Nenhum ser humano é capaz de medir o que Deus pode fazer através de sua vida. Mas Ele pode fazer.


segunda-feira, 12 de dezembro de 2011


A FAMÍLIA DE JESUS

Mt.1.1-17

Essa pequena reflexão é fruto de um sermão que foi fruto de uma grande reflexão.
Quando olhamos para esse texto, na verdade quase nunca nos chama a atenção ou nos atrai de alguma forma. Mas descobri algumas coisas importantes nele e quero compartilhar com meus leitores. Até porque esse relato não estaria aqui se não fosse importante. Que importância seria essa? Qual a importância da genealogia de Jesus descrita por Mateus? Vejamos:

1)    Mostrar a importância da família.
  •  Deus começa o mundo com uma família. Criou Adão e Eva e os juntou em família para que pudesse multiplicar.
  • Deus, quando resolveu constituiu um povo para si, o fez a partir de uma família, a família de Abraão.


Temos dois nomes importantes nessa genealogia: Davi e Abraão.  Abraão está neste primeiro versículo para provar que Jesus é verdadeiramente um judeu. Pertence ao povo de Deus. O nome de Davi consta para provar sua linhagem real. Isso mostra que todos descendemos de alguém. Alguém que nos dá forma humana, nos faz gente, nos dá cidadania, nos acultura. Nossa identidade está ligada à nossa família. Então ela é talvez o elemento mais vital em nossa existência em sociedade. Nossa base, nosso porto seguro, nosso referencial de vida. Muitos desprezam sua família sem entender sua real importância em nossas vidas.
Jesus aqui nos dá o exemplo de que sua família era importante pra Ele, tanto que conduz Mateus a registrá-la. Quer exibi-la, mostra-la, pois orgulha-se de possuir uma.

2)    Mostrar a universalidade de Deus.

Vamos perceber que a família de Jesus não é composta somente de judeus. Pelo contrário ao longo dos séculos foram sendo incluídos outros povos. Vejamos que Tamar e Raabe eram Cananita. Rute era Moabita e Bate Seba era Hitita. Essa participação, que poderia ser considera impura, nos mostra a universalidade de Deus. Desde o Antigo Testamento Deus vem se mostrando um Deus universal. Ele não faz acepção de pessoas, raças, culturas. Tanto é que Jesus morreu por todos os povos, bem como também nos enviou a pregar a todas as pessoas. Não podemos fazer discriminação de espécie alguma. Os judeus sempre consideram Deus como sendo uma propriedade particular deles. Nós também as vezes consideramos que Deus é somente nosso para os integrantes de nosso credo. Então uma péssima noticia para os que assim pensam: DEUS É UNIVERSAL! Ele sempre se interessou por todas a nações. Quantas vezes enviou mensagens proféticas a tantas nações, procurando corrigir seus erros, da mesma forma que fazia com Israel.
   
3)    Mostrar a inclusão dos excluídos.

Existem cinco nomes que não deveriam estar incluídos na lista de parentes – Tamar, Raabe, Rute, Bate-Seba e Maria, pelo fato de serem mulheres. Na lista deveriam constar só os homens, pois as mulheres não eram contadas, faziam parte dos excluídos da época. Mas elas aparecem aqui para também mostrar que Deus incluiu em sua lista de ascendentes também as pessoas que eram excluídas, que não tinham valor social ou que não eram consideradas importantes.
Na família de Jesus são incluídos tantos outros  que seriam reprovados, ou ocultados por nós. Deus incluiu Abraão quando ainda era idólatra, Jacó em vez de Esaú, Davi em vez de Saul, Salomão em vez de seus irmãos. 
E o que dizer do grupo daqueles que se tornaram discípulos de Cristo? Jesus incluiu eu seu grupo a Tomé o incrédulo, Simão o zelote, Mateus o publicano. Incluiu a Paulo o perseguidor da Igreja. Incluiu em seu grupo de discípulos Maria Madalena, a mulher adúltera, a mulher pecadora que ungiu os seus pés, a samaritana do poço de Jacó, as criancinhas que vieram a Ele, os leprosos considerados imundos, a mulher do fluxo de sangue, o centurião romano, Jairo um presidente de sinagoga judaica, Nicodemos que pertencia ao Sinédrio e um malfeitor crucificado. Mais do que isso, Deus incluiu a mim e a você.

4)    Mostrar a graça de Deus.

Mas é preciso observar que essas mulheres mencionadas na genealogia não eram santas, virtuosas, ilustres na memória do povo. Ao contrário era mal afamadas. Vejamos seus históricos:
a)     Tamar. Finge de prostituta e engana o próprio sogro, engravidando dele.
b)     Raabe. Era a prostituta que esconde os espias hebreus e tem sua família salva da destruição de Jericó.
c)  Rute. Era descendente de Moabe, que por sua vez era nascido de uma relação incestuosa de Ló com sua filha. Ela era idólatra.
d)    Bate-Seba. É a mulher com quem Davi comete adultério e por quem ordena a morte de Urias
e)   Maria. A Noiva de José que fica grávida, antes do casamento, ficando assim exposta à morte e para piorar a situação o bebê nem era do seu noivo.
 Essas mulheres aqui apresentadas nos leva a entender mais a graça de Deus. E a graça de Deus é demonstrada aqui em dois grandes aspectos:
  1.  Jesus não se envergonha de seus ascendentes. Faz questão de relaciona-los como seus pais. Raabe inclusive é relacionada na galeria dos heróis da fé. Ele não se envergonha do passado deles, porque sabe que todos têm passado, mas que podem ter presente e futuro totalmente diferentes. Moisés é o grande exemplo do Velho Testamento juntamente com Davi. Paulo é o do Novo Testamento, e Agostinho é da história da Igreja Medieval. Todos venceram seus passados ruins e construíram futuros grandiosos.
  2. Jesus perdoa seus ascendentes. Ao destaca-los em sua genealogia, mostra que os havia perdoado. Jesus dá mais valor ao perdão que ao pecado, diferentes de nós que valorizamos mais o pecado que o perdão. Em nossa teologia o pecado é mais forte que o perdão, suas conseqüências mais arrasadora que o poder purificador do sangue de Cristo. Aliás, em nossa teologia, existem pecados que o sangue de Cristo não perdoa, somente a nossa penitência. Na Bíblia o perdão supera o pecado, retira sua mancha, desfaz suas conseqüências (a morte), restaura a comunhão.
Se existe uma coisa importante para terminarmos essa reflexão é: Fazemos parte dessa família! Pode não ser uma família perfeita, seus integrantes podem não ser os mais ilustres e afamados; mas receberam o direito de serem chamados "filhos de Deus".